segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Curva...

Estou perdida!
Presa; no que teima em ficar.
E no futuro por desbravar.
O presente é água fria!
Uma lagoa quase vazia.
Ao leito inóspito…pouco restou!
Floco de neve, vagueando sem destino…
Na demora da estrela, prometida.

E tu… que me olhas à distância:
Será que me vês, surreal?
Ou aos teus olhos serei apenas, areal?
Muita uva e pouca parra;
muito vento e pouca chuva;
sombra sem sol que lhe valha.
Repara, mesmo perdida…
Não temo… aquela curva.


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Palavras ao Vento Suão, Antónia Ruivo