segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Não sabes…

É o instante a composição perfeita.
De um inútil desenho a preto e branco.
As figuras não têm olhos e contrafeita.
Interrogo o coração que é frio ou tonto.

- Qual a cor do arco-íris? Qual a eleita?
Entre todas as cores de um arcaico remendo…
Que colo nos dias em que o pesar enjeita:
O cheiro da chuva e assim me sujeita…

Aos esboços a preto e branco. Não sabes!
A sombra no fim da página só orna o ser.
De um ponto de interrogação. Não sabes!

São todos os traços o tempo a correr…
Aos meus pés descalços. Só que não sabes!
Que nem o preto ou o branco; irão vencer.


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Palavras ao Vento Suão, Antónia Ruivo